Minha história com a matemática
Desde que terminei o colegial, proibi meu cérebro de pensar
em matemática. Realmente, as disciplinas exatas não eram para mim, e ter
concluído o ensino médio (na época, segundo grau) foi um grande alívio.
Quem me conhece desde aquela época pode pensar que estou
falando disparates ou que estou sendo incoerente, pois somente tirava notas
altas nesta disciplina e recebi até
mesmo menções honrosas por ser uma excelente aluna. Mas como alcançar a
excelência e não entender nada do que fazia? Na verdade, o processo foi
simples: aprendi e memorizei fórmulas e seguia o passo-a-passo. Isso era tudo
que meus professores exigiam. Quando, então, não tive mais que correr atrás de
notas altas e elogios criei uma espécie de mecanismo de defesa e simplesmente
me recusei a pensar em cálculos, mesmo em simples conversas do dia a dia. Por
exemplo: quando tinha de contar quantos pratos precisava colocar sobre a mesa
quando tinha convidados, sempre deixava para outra pessoa calcular, pois meu
cérebro travava e se recusava a sequer realizar operações simples.
Vocês devem achar que estou exagerando, mas não estou! Sei
que é estranho pensar em alguém com um histórico desses interessando-se justo
por matemática, mas eu explico.
Tudo começou quando conheci a educação domiciliar, em 2009.
Começamos a nos preocupar com a educação dos nossos filhos perante a situação
educacional brasileira. Após algum tempo de pesquisa vi que iria ser um grande
desafio ensinar algo que eu mesma não sabia, no entanto, o grande amor que
tenho por meus filhos me deu coragem e fez com que eu não fugisse do desafio.
Em pouco tempo decidi como ensinaria várias disciplinas; a matemática, porém,
continuava sendo o problema. Intuitivamente, sabia que não queria ensinar da mesma
forma que fui ensinada, embora não soubesse ao certo como procederia. Ensinei o
nome dos números aos meus filhos, a contar e nada mais. Alguma coisa me
impedia.
O tempo passou e não adotei nenhum método para a
matemática... até que conheci a matemática manipulativa, quando meu filho mais
velho já estava com oito anos. Foi então que descobri a escala cuisenaire. Esse
método foi, aos poucos, promovendo uma grande reconciliação minha com a
matemática. Fui deixando de lado todos os meus medos, mitos e bloqueios e
comecei a me apaixonar pelos cálculos.
No próximo post contarei um pouco sobre como se deu a descoberta da escala.
No próximo post contarei um pouco sobre como se deu a descoberta da escala.

4 comentários
Ótima introdução Nani! Vou acompanhar o blog e estou ansiosa para aprender bastante. Grande abraço, Sabrina.
REPLYEstarei na espera do próximo post. Obrigada por dividir conosco.
REPLYEstarei na espera do próximo post. Obrigada por dividir conosco.
REPLYExcelente post. Jamais tinha ouvido falar dessa escala. Esperando o próximo post, quero isso para os meus filhos.
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