quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Professor George Cuisenaire e as hastes.
A Escala Cuisenaire é uma ferramenta para ensinar matemática já bastante conhecida em boa parte do mundo. Sim, as pequenas hastes de madeira que distinguem entre si somente as cores e tamanhos são famosas. O que poucas pessoas sabem é que sua utilidade e aplicabilidade vai muito além deste âmbito.

A Escala Cuisenaire foi inventada nos anos cinqüenta por Emile George Cuisenaire, professor e músico belga. Inicialmente, ele criara um sistema com  tiras de cartolina em cores diferentes cujo objetivo era facilitar o aprendizado da música. Não muito depois, começara, porém, a trabalhar com hastes de madeira, tal como as conhecemos hoje.

Desde o começo Cuisenaire animava seus alunos a manipularem e investigarem o material, dele utilizando-se para as mais diversas brincadeiras, até que descobriu que os alunos realizavam cálculos com as hastes.  Em 1951 publicou o livro chamado “Números em cores”, fruto de sua investigação sobre a aplicação das hastes com os números.

Dois anos depois Cuisenaire conheceu Caleb Gattegno, cientista e pedagogo egípcio, na época professor da Universidades de Londres. Gattegno impressionou-se com a forma de trabalhar de Cuisenaire, que oferecia as hastes aos alunos, sugeria a eles um problema e os deixava atuar livremente. Gallegno ficou maravilhado ao ver  que as crianças inventavam seus próprios problemas e realizavam adições, subtrações e outras operações aritméticas num ambiente totalmente descontraído e divertido. A partir de então ele tornou-se o grande divulgador do método.

O próprio Gattegno, tempos depois, criou um método muito efetivo para o ensino de línguas com o uso das hastes chamado “The Silent Way”. De fato, a versatilidade no uso das hastes é impressionante. Pode-se trabalhar com números, cores, figuras para vocabulários específicos. Elas também podem ser usadas para análises gramaticais, para inclusão de distintos elementos em uma frase ou o estudo da entonação. Até mesmo na educação artística as hastes têm seu lugar. Para trabalhar música, pode-se elaborar equivalências com os tempos e as notas musicais.


Como se pode observar, as possibilidades de uso da escala para além da matemática são variadas e permitem que com um mesmo material distintas áreas sejam abordadas. Por fim, além de facilitar o aprendizado de modo geral, ainda se tem a chance, graças aos diferentes tamanhos das hastes, de trabalhar matemática com deficientes visuais, algo extremamente valoroso.

1 comentários:

obrigada por compartilhar a informação.

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