A Escala Cuisenaire: Origem e usos.
![]() |
| Professor George Cuisenaire e as hastes. |
A
Escala Cuisenaire é uma ferramenta para ensinar matemática já bastante
conhecida em boa parte do mundo. Sim, as pequenas hastes de madeira que
distinguem entre si somente as cores e tamanhos são famosas. O que poucas
pessoas sabem é que sua utilidade e aplicabilidade vai muito além deste âmbito.
A Escala Cuisenaire foi inventada nos anos cinqüenta por Emile George
Cuisenaire, professor e músico belga. Inicialmente, ele criara um sistema
com tiras de cartolina em cores
diferentes cujo objetivo era facilitar o aprendizado da música. Não muito
depois, começara, porém, a trabalhar com hastes de madeira, tal como as
conhecemos hoje.
Desde o começo Cuisenaire animava seus alunos a manipularem e
investigarem o material, dele utilizando-se para as mais diversas brincadeiras,
até que descobriu que os alunos realizavam cálculos com as hastes. Em 1951 publicou o livro chamado “Números em
cores”, fruto de sua investigação sobre a aplicação das hastes com os números.
Dois anos depois Cuisenaire conheceu Caleb Gattegno, cientista e
pedagogo egípcio, na época professor da Universidades de Londres. Gattegno
impressionou-se com a forma de trabalhar de Cuisenaire, que oferecia as hastes
aos alunos, sugeria a eles um problema e os deixava atuar livremente. Gallegno
ficou maravilhado ao ver que as crianças
inventavam seus próprios problemas e realizavam adições, subtrações e outras
operações aritméticas num ambiente totalmente descontraído e divertido. A
partir de então ele tornou-se o grande divulgador do método.
O próprio Gattegno, tempos depois, criou um método muito efetivo para
o ensino de línguas com o uso das hastes chamado “The Silent Way”. De fato, a
versatilidade no uso das hastes é impressionante. Pode-se trabalhar com
números, cores, figuras para vocabulários específicos. Elas também podem ser
usadas para análises gramaticais, para inclusão de distintos elementos em uma
frase ou o estudo da entonação. Até mesmo na educação artística as hastes têm
seu lugar. Para trabalhar música, pode-se elaborar equivalências com os tempos
e as notas musicais.
Como se pode observar, as possibilidades de uso da escala para além da
matemática são variadas e permitem que com um mesmo material distintas áreas sejam
abordadas. Por fim, além de facilitar o aprendizado de modo geral, ainda se tem
a chance, graças aos diferentes tamanhos das hastes, de trabalhar matemática com
deficientes visuais, algo extremamente valoroso.

1 comentários:
obrigada por compartilhar a informação.
REPLY